No texto do Evangelho de São Lucas que a liturgia nos apresenta hoje (XXIII Domingo do tempo comum) Jesus apresenta condições bastante exigentes para aqueles que desejam segui-lo. Na verdade, tudo se resume em uma condição: amá-lo acima de tudo e de todos.
Ser discípulo de Jesus significa entrar na sua escola para, dele, aprender a viver como verdadeiro filho de Deus. A grande revelação que Jesus traz é essa: somos todos filhos de Deus e, portanto, irmãos.
O seguimento a Jesus exige coração livre. É impossível ser seu discípulo se tenho tantas coisas e tantas pessoas que ocupam lugares mais importantes na minha vida cotidiana. Não! É ele que deve ser o centro de minha vida!
É preciso, antes de mais nada, desapegar-me de meu eu. Tudo começa aqui. Se não consigo ir além do meu próprio ego, não conseguirei dar passos relevantes no caminho do seguimento a Jesus. Sou criatura de Deus e devo estar em suas mãos. Totalmente desarmado e confiante; assim como uma criança se abandona nos braços de sua mãe.
Se vivemos assim, abandonados em Deus, será fácil equilibrar nossas relações. Nada nem ninguém será impedimento no nosso caminho com Cristo. Jesus não diz que não devemos amar as pessoas que estão conosco. Pelo contrário, devemos amar a todos por causa dele! Mas ninguém e nenhuma realidade pode estar acima dele.
Façamos uma avaliação de nossa vida. Sem máscaras e sem subterfúgios. Deus nos conhece mais profundamente do que nós mesmos. Identifiquemos o que ou quem tem mais importância do que deveria ter em nossa vida de cristãos. E uma vez identificado, comecemos o trabalho de remoção.
Manoel Gomes Filho
